May 18, 2008


Quem não viu na Tv ou leu no jornal, em sites, revistas a triste colocação do "Dr." Natalino que desdenhou do QI do baiano.Como resposta, Miguezim de Princesa fez o poema abaixo... Confiram!



A VINGANÇA DO BERIMBAU

Miguezim de Princesa


Superado pelo tempo,
Ensinando muito mal,
Fabricando mil diplomas
Para entupir hospital,
O doutor da faculdade
Botou, com toda maldade,
A culpa no berimbau.

II

Disse o doutor Natalino
Que o baiano é um mocó,
Sem coragem e inteligência,
Preguiçoso de dar dó,
Só liga pra carnaval
E só toca berimbau
Porque tem uma corda só.

III

O sujeito ignorante
Não conhece o berimbau,
Que atravessou o mundo
Com toda a força ancestral.
Na fronteira da emoção,
Traz da África a percussão
Da diáspora cultural.


IV

Nem Baden Powel resistiu
À percussão milenar,
Uma corda a encantar seis
Na tristeza camará
De Salvador da Bahia.
Quem toca e canta poesia
Na dança sabe lutar.


V

O doutor, se estudou,
Na certa não aprendeu nada:
Diz que o som do Olodum
Não passa de uma zoada
E a cultura baiana
É uma penca de bananas,
Primitiva e atrasada.

VI

Jimmy Cliffi, Michael Jackson,
Paul Simon e o escambau
Se renderam ao Olodum
Com seu toque genial,
Que nasceu no Pelourinho
E hoje abre caminho
No cenário mundial.

VII
O baiano é primitivo?
Veja só o resultado:
Ruy foi o Águia de Haia;
Castro Alves, verso-alado
De poeta condoreiro,
E gente do mundo inteiro
Se curvou a Jorge Amado.

VIII

Bethânea, Caetano e Gil,
Armandinho, Dodô e Osmar,
Gal Costa, Morais Moreira,
Batatinha a encantar
João Gilberto, Bossa Nova
Novos Baianos são prova
Da grandeza do lugar.

IX
Glauber, no Cinema Novo;
Gregório, velha poesia;
Gordurinha, no rojão;
Milton, na Geografia;
Anísio, na Educação;
Dias Gomes, na encenação;
João Ubaldo e Adonias.

X
Menestrel da cantoria
Temos o mestre Elomar,
Xangai, Wilson Aragão,
Bule-Bule a improvisar,
Roberto Mendes viola
A chula - semba de Angola,
Nosso samba de além-mar.

XI
Se eu fosse citar todos
Que merecem citação,
Faria um livro de nomes
Tão grande é a relação.
Desculpe, Afrânio Peixoto,
Esse doutor é um roto
Procurando promoção!

XII
Com vergonha do que fez:
Insultar toda a Nação,
O tal doutor Natalino
Pediu exoneração
E não encontra ninguém,
Nem um nazista do além,
Para tomar a lição.

XIII

O baiano é pirracento,
Mas paga com bem o mal:
Dá uma chance a Natalino
Lá no Mercado Central
De ganhar alguns trocados
Segurando o pau dobrado
Da corda do berimbau.


* Lembrei-me da música de Vinicius de Moraes... Resolvi postar a letra, pois não acredito que o ilustre compositor se daria ao trabalho de falar de algo que não fosse interessante.


Berimbau
(Baden Powell E Vinicius De Moraes

Quem é homem de bem não trai
O amor que lhe quer seu bem
Quem diz muito que vai, não vai
Assim como não vai, não vem
Quem de dentro de si não sai
Vai morrer sem amar ninguém
O dinheiro de quem não dá
É o trabalho de quem não tem
Capoeira que é bom não cai
Mas se um dia ele cai, cai bem
Capoeira me mandou dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmou vai ter briga de amor
Tristeza camará

Se não tivesse o amor
Se não tivesse essa dor
E se não tivesse o sofrer
E se não tivesse o chorar
Melhor era tudo se acabar

Eu amei, amei demais
O que eu sofri por causa de amor ninguém sofreu
Eu chorei, perdi a paz
Mas o que eu sei é que ninguém nunca teve mai, mais do que eu

Capoeira me mandou dizer que já chegou
Chegou para lutar
Berimbau me confirmaou vai ter briga de amor
Tristeza camará

May 17, 2008


Com as Novas Tecnologias, tudo se modernizou! Até os homens....rsrrsrs Olhem que interessante... Este texto eu recebi de um amigo e gostei muito. Uma metáfora entre o homem e a máquina! Leiam...


O HOMEM E A INFORMÁTICA

HOMEM ANTIVÍRUS: Vive vasculhando a sua vida pra ver se acha algum podre.
HOMEM EMAIL: Todo dia tem algo a dizer, mas 90% é lixo.
HOMEM E-mail: De cada dez coisas que diz nove são asneira.
HOMEM NO-BREAK: Quando você precisa ele até te dá uma força, mas só por 10 minutos.
HOMEM Multimídia: Faz com que tudo "pareça" mais bonito.
HOMEM APPLE MACINTOSH: A amiga de uma amiga tem e diz que é o homem perfeito, será?
HOMEM 286: Tem pouca memória. Nunca se lembra de seu aniversário, de algo que prometeu etc.
HOMEM MSX: Tem cerca de 20 anos, o boot é rapidinho, mas não faz nem o básico, só serve pra joguinhos.
HOMEM HISTORY DO EXPLORER: Anota tudo que você fez e por onde você andou, pra jogar na sua cara um dia ou deixar todo mundo sabendo.
HOMEM DISQUETE: Está ultrapassado há anos, mas você ainda insiste em usá-lo.
HOMEM IMPRESSORA EM REDE: Você pensa que ele é só seu, mas volta e meia você encontra outra pessoa usando.
HOMEM IMPRESSORA MATRICIAL: Faz mais barulho do que serviço.
HOMEM SCANNER: No primeiro encontro te olha de cima a baixo.
HOMEM MOUSEPAD: Também conhecido como boiola. Você se esfrega nele o dia todo e ele fica ali, na dele.
HOMEM TRASHCAN: Adora guardar tranqueira e você é que tem que ficar jogando o lixo fora constantemente.
HOMEM HELP DO Windows: Nunca responde às suas perguntas, quando responde não é o que você queria ouvir. Isso quando não responde com outra pergunta.
HOMEM NEXT: Dizem ser o verdadeiro homem perfeito, mas ninguém nunca viu um na vida, provavelmente não existe.
HOMENS INTERNET: Aqui no Brasil, são os homens de difícil acesso e ainda temos que pagar para acessá-los.
HOMEM PROVEDOR: Está sempre ocupado demais para te ouvir.
HOMEM Servidor: Sempre está ocupado quando necessitamos.
HOMEM Windows: Todo mundo sabe que não presta, mas ninguém vive sem ele.
HOMEM Excel: Dizem que faz muitas coisas, mas você só o utiliza para as quatro operações básicas.
HOMEM PowerPoint: Ideal para apresentá-lo às pessoas em festas, convenções.
HOMEM WORD: - Tem sempre uma surpresa reservada pra você (geralmente ruim) e não existe ninguém no mundo que o compreenda totalmente. Corresponde a mais ou menos 99% dos homens do mundo.
HOMEM DOS: Todas usaram algum dia, mas agora ninguém quer.
HOMEM BACKUP:- Sempre você acha que tem, mas na hora o "vamos ver" não funciona.
HOMEM VIRUS: - Também conhecido como MARIDO, quando você menos espera ele chega e se instala. Se você tentar desinstalar vai perder alguma coisa, se não tentar perde tudo.
HOMEM SCANDISK: - A gente sabe que ele é legal e só quer ajudar, mas por debaixo dos panos a gente nunca sabe o que ele está fazendo.
HOMEM Hard-Disk: Concorda com tudo, todo o tempo.
HOMEM PAPEL DE PAREDE: - Não serve para nada, mas é gatinho.
HOMEM MOUSE: - Só funciona quando é arrastado e apertado.
HOMEM Usuário: Não faz nada direito e está sempre a fazer perguntas.
HOMEM RAM: Aquele que esquece tudo assim que se desconecta.
HOMEM Paintbrush: Puro adorno e nenhuma substância.

Mar 21, 2008


Dizem que eu vejo além dos que os outros vêem... Será que vejo demais? Será vivo num mundo de sonhos? Ou será que a cegueira impede que as pessoas enxerguem a realidade da vida?

Mar 18, 2008

Mar 17, 2008




Procurei tanto uma mensagem para postar no Dia Internacional da Mulher... Hoje, com atraso, postarei uma que com certeza diz tudo o que eu pensei...Texto de Martha Medeiros (sabia que eu acharia um texto legal....ou de Martha ou de Lya Luft). Eu posso dizer que sou feliz ao meu modo!! Faço parte das mulheres imperfeitas, infinitamente mais felizes e reais.

Leiam...


FELIZ A SEU MODO

Martha Medeiros

Eu estava em plena adolescência quando assisti no cinema o filme "Mulher Nota 10" com uma estreante chamada Bo Derek. A comédia contava a história de um cantor que um dia viu uma loira espetacular vestida de noiva e ficou obcecado por ela. O que essa mulher tinha de nota 10? Que eu lembre, só um tremendo corpaço. Mas foi o que bastou para eu e mais umas tantas meninas da minha idade desejarem ser 10 também. Mal sabíamos que estava em curso uma revolução que iria nos exigir muito mais do que um corpaço: iria nos exigir independência financeira, atitude, cultura, talento, sucesso profissional, inteligência acima da média, um bom casamento, filhos notáveis, um farto círculo de amigos, um apartamento bem decorado, uma ótima mão para a cozinha, conhecimento sobre política, economia, artes plásticas, jardinagem e comércio exterior, máxima feminilidade, um guarda-roupa de matar de inveja, um rosto lisinho, um cabelo lisinho, dotes sexuais de humilhar o Kama Sutra e, claro, para agüentar o tranco, um corpo de parar o trânsito. Nem titubeamos. Parecia fácil. Daríamos conta. E demos.
Até que descobrimos que tínhamos tudo, menos a coisa mais importante do mundo: tempo! Não éramos mais donas dos nossos dias, viramos escravas da perfeição, passamos a buscar a nota 10 em todos os quesitos, feito uma escola de samba, e ganhamos o quê? Um stress gigantesco, aliado a uma certa frustração por não conseguir manter tudo no topo: o casamento, a profissão, os seios. Nunca mais uma escapada de três dias num sítio, nunca mais um matinê num dia da semana, nunca mais passar a tarde conversando na casa de uma amiga, nunca mais deitar no sofá enquanto ouvimos nossa música preferida. Tic, tac, tic, tac. Corra!
O Dia da Mulher foi inventado para lembrar que temos os mesmos direitos e a mesma capacidade que os homens. Proponho que aproveite-se esse dia, e esse mês, e o ano inteiro, para lembrar de outra coisa também: não estamos numa competição. Ninguém está nos avaliando. A intenção não é virar uma campeã, e sim desfrutar a delícia de ser uma mulher feliz, divertida e desestressada. Você lembra das garotas nota 10 da sua sala de aula? Umas chatas. Não aproveitavam a hora do recreio, não deixavam a blusa pra fora da saia, não matavam as aulas de religião, só pensavam em ser exemplares. Pois tiveram o mesmo fim da Bo Derek: nunca mais se ouviu falar delas.
Proponho uma pequena subversão nesse Dia da Mulher: seja exemplar pra você mesma e mais ninguém. Faça tudo o que deve fazer, mas também dedique-se ao lazer. Não brigue com o espelho: ter saúde é a beleza necessária. Trabalhe no que lhe dá gosto, aprenda a dizer não, invente sua própria maneira de ser, e se for gorda, fumante, esquisita e sozinha, qual o problema? Aliás, sendo você mesma, dificilmente ficará sozinha. Homem gosta de mulher autêntica, artigo em extinção no mercado.
Depois da revolução feminista, que tantos benefícios nos proporcionou, está na hora de nos rebelarmos contra a tirania de sermos nota 10 e procurar se contentar - ficar contente mesmo! - com uma nota sete, oito, oito e meio. Já é suficiente pra passar de ano e nos dará tempo de sobra para buscar uma vida mais alegre e descomplicada. Nada mais revitalizante do que se permitir errar de vez em quando e não se condenar por causa disso. Abaixo a mulher nota 10, é hora e vez das mulheres imperfeitas, infinitamente mais felizes e reais.

"Martha Medeiros, escritora, colunista dos jornais O Globo e Zero Hora, 18 livros publicados, entre eles os romances "Divã" e "Tudo que eu queria te dizer".

Mar 13, 2008

"Diz-me e eu esquecerei. Ensina-me e eu lembrar-me-ei. Envolve-me e eu aprenderei. * provérbio chinês"

Jan 28, 2008

É bom deixar um fotinha das pessoas q gostamos para matar a saudade... Eis umas criaturas q moram no meu coração e não pagam aluguel!!! RSRRSRS





Esta música é muito linda....E com este toque especial na voz de Humberto....Fikou d+....Vale a pena OUVIR!!!

Jan 12, 2008



Deixo abaixo meu Currículo Vitae... Caso eu tenha o perfil adequado para alguma vaga disponível na área educacional, é só entrar em contato.


CURRICULUM VITAE
Moema Duque Soares da Cunha Santos
Data de nascimento: 19/19/1977
E-mail: moemaduque@hotmail.com
Blog: http://moemasoares.blogspot.com
http:www.cnpq.br


OBJETIVO
Atuar como professora/ educadora

PRETENSÃO SALARIAL
A combinar


FORMAÇÃO ACADÊMICA
Curso Normal Superior - Ed. Infantil pelas Faculdades Jorge Amado (2005)
Pós Graduação em Didática do Ensino Superior pela UNIBAHIA (2007)

RESUMO DE QUALIFICAÇÕES

- Domínio do sistema operacional Windows, ferramentas Office (Word, Excel, PowerPoint).
- Facilidade de expressão e comunicação.
- Experiência no gerenciamento com pessoas.
- Habilidade para compreender situações e propor soluções.
- Experiência com coordenação de grupo CCQ- Círculos de Controles de Qualidade.

ATIVIDADES E REALIZAÇÕES PROFISSIONAIS

- Co-participação como educadora-Disciplina Psicologia das relações Humanas, 4º semestre do curso Pedagogia – Jovens e Adultos nas Faculdades Integradas de Ipitanga - UNIBAHIA, com o conteúdo Feedback: importância no meio social e no contexto educacional.

- Atuação como Consultora Pedagógica -Disciplina Comunicação Empresarial (projeto interdisciplinar “RH Solidário”), 1º semestre do curso Gestão de Recursos Humanos no Centro Universitário da Bahia – FIB, com conteúdos voltados à aprendizagem, desenvolvimento e atividades lúdicas na etapa que compreende a educação infantil.


EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

Associação da Pituba/ Pró-menino
Função: Voluntária (1998)

Centro Educacional Cerqueira Gomes
Função: Professora de Inglês (ensino fundamental / 1998/1999)

H/C Consultoria Fiscal e Comércio Exterior
Função: Secretária (2000/ 2003)

Colégio Módulo Criarte
Função: Estagiária - Séries iniciais (2002)

Embasa
Auxiliar Administrativa / Coordenadora de CCQ/ Multiplicadora 5S (2003/ 2006)

Consultoria Pedagógica (Autônoma)
Função: Consultora, orientadora de TCC, Palestrante.

Creche Bahia Tribal
Função: Consultora Pedagógica –voluntária (2007)

CURSOS E PALESTRAS


Informática - Expansão informática (1999)
IV & V Mostra Pedagógica Escola Municipal Babosa Romeo (2003/ 2004)
CCQ- Círculos de Controles de Qualidade - Embasa (2004/2006)
Comunicação Saudável - Professor Antônio Pedreira (JUN. 2006)
Interculte/ Pluralidade Cultural- Faculdades Jorge Amado (NOV. 2006)
Avaliação: um desafio na prática pedagógica - PAULUS (DEZ. 2006)


O texto abaixo acabei de ler no site www.usinadeletras.com.br e achei muito interessante... Pequeno, porém simpático! rsrrs Essa coisa de príncipes e sapos sempre me chamaram à atenção.Sabem, ainda não sei se quero um príncipe ou um sapo...kkkkk

Continho de Fadas

Diz a lenda que sapos podem ser príncipes. Será?

Quando eu era jovenzinha, sonhei com um lindo príncipe.

Saudável
Sabido
Sensível
Sincero
Simpático
Sorridente
Sociável
Sutil

Acordei.
Meu Deus!
Era um sapo...

Saltador
Safado
Seboso
Sem-vergonha
Sinistro
Sórdido
Sujo

Que horror !!!
Fadas, socorram-me!
Implorei.

Beatriz Cruz

Dec 8, 2007



Nem tudo é fácil

Cecília Meireles


É difícil fazer alguém feliz, assim como é fácil fazer triste.
É difícil dizer eu te amo, assim como é fácil não dizer nada
É difícil valorizar um amor, assim como é fácil perdê-lo para sempre.
É difícil agradecer pelo dia de hoje, assim como é fácil viver mais um dia.
É difícil enxergar o que a vida traz de bom, assim como é fácil fechar os olhos e atravessar a rua.
É difícil se convencer de que se é feliz, assim como é fácil achar que sempre falta algo.
É difícil fazer alguém sorrir, assim como é fácil fazer chorar.
É difícil colocar-se no lugar de alguém, assim como é fácil olhar para o próprio umbigo.
Se você errou, peça desculpas...
É difícil pedir perdão? Mas quem disse que é fácil ser perdoado?
Se alguém errou com você, perdoa-o...
É difícil perdoar? Mas quem disse que é fácil se arrepender?
Se você sente algo, diga...
É difícil se abrir? Mas quem disse que é fácil encontrar alguém que queira escutar?
Se alguém reclama de você, ouça...
É difícil ouvir certas coisas? Mas quem disse que é fácil ouvir você?
Se alguém te ama, ame-o...
É difícil entregar-se? Mas quem disse que é fácil ser feliz?
Nem tudo é fácil na vida...Mas, com certeza, nada é impossível
Precisamos acreditar, ter fé e lutar para que não apenas sonhemos, Mas também tornemos todos esses desejos, realidade!!!

Nov 10, 2007


É mais uma estorinha boba p/ tentar comover. Mas pode significar um aprendizado grandioso p/ o nosso comportamento cotidiano. Ajuda-nos a nos convencer que estamos agindo com ética e respeito pelo ser humano ou que precisamos dar uma dimensão mais respeitosa e ética às nossas vidas. Isso tudo sem muita pieguisse nem choromingação...


Certa vez, trabalhei em uma pequena empresa de Engenharia.

Foi lá que fiquei conhecendo um rapaz chamado Mauro. Ele era grandalhão e gostava de fazer brincadeiras com os outros, sempre pregando pequenas peças.

Havia também o Ernani, que era um pouco mais velho que o resto do grupo. Sempre quieto, inofensivo, à parte, Ernani costumava comer o seu lanche sozinho, num canto da sala. Ele não participava das brincadeiras que fazíamos após o almoço, sendo
que, ao terminar a refeição, sempre sentava sozinho debaixo de uma árvore mais distante.

Devido a esse seu comportamento, Ernani era o alvo natural das brincadeiras e piadas do grupo. Ora ele encontrava um sapo na marmita, ora um rato morto em seu chapéu. E o que achávamos mais incrível é que ele sempre aceitava aquilo sem ficar bravo.

Em um feriado prolongado, Mauro resolveu ir pescar no Pantanal. Antes, nos prometeu que, se conseguisse sucesso, iria dar um pouco do resultado da pesca para cada um de nós.

No seu retorno, ficamos todos muito animados quando vimos
que ele havia pescado alguns dourados enormes. Mauro, entretanto, levou-nos para um canto e nos disse que tinha preparado uma boa peça para aplicar no Ernani. Mauro dividira os dourados, fazendo pacotes com uma boa porção para cada um de nós. Mas, a 'peça' programada era que ele havia separado os restos dos peixes num pacote maior, à parte.

- 'Vai ser muito engraçado quando o Ernani desembrulhar esse 'presente' e encontrar espinhas, peles e vísceras!', disse-nos Mauro, que já estava se divertindo com aquilo.

Mauro então distribuiu os pacotes no horário do almoço.

Cada um de nós, que ia abrindo o seu pacote contendo uma bela
porção de peixe, então dizia:

- 'Obrigado!'.

Mas o maior pacote de todos, ele deixou por último. Era para o Ernani.
Todos nós já estávamos quase explodindo de vontade de rir, sendo que Mauro exibia um ar especial, de grande satisfação. Como sempre, Ernani estava sentado sozinho, no lado mais afastado da grande mesa. Mauro então levou o pacote para perto dele, e todos ficamos na expectativa do que estava para acontecer.

Ernani não era o tipo de muitas palavras. Ele falava tão pouco que, muitas vezes, nem se percebia que ele estava por perto.

Em três anos, ele provavelmente não tinha dito nem cem palavras ao todo. Por isso, o que aconteceu a seguir nos pegou de surpresa.

Ele pegou o pacote firmemente nas mãos e o levantou devagar, com um grande sorriso no rosto. Foi então
que notamos que seus olhos estavam brilhando. Por alguns momentos, o seu pomo de Adão se moveu para cima e para baixo, até ele conseguir controlar sua emoção.

- 'Eu sabia que você não ia se esquecer de mim', disse com a voz embargada.

- 'Eu sabia, você é grandalhão e gosta de fazer brincadeiras, mas sempre soube que você tem um bom coração'. Ele engoliu em seco novamente, e continuou falando, dessa vez para todos nós:

- 'Eu sei que não tenho sido muito participativo com vocês, mas nunca foi por má intenção. Sabem... Eu tenho cinco filhos em casa, e uma esposa inválida, que há quatro anos está presa na cama. E estou ciente de que ela nunca mais vai
melhorar. Às vezes, quando ela passa mal, eu tenho que ficar a noite inteira acordado, cuidando dela. E a maior parte do meu salário tem sido para os seus médicos e os remédios. As crianças fazem o que podem para ajudar, mas tem sido difícil colocar comida para todos na mesa. Vocês talvez achem esquisito que eu vá comer o meu almoço sozinho, num canto... Bem, é que eu fico meio envergonhado, porque na maioria das vezes eu não tenho nada para pôr no meu sanduíche. Ou, como hoje, eu tinha somente uma batata na minha marmita. Mas eu quero que saibam que essa porção de peixe representa, realmente, muito para mim. Provavelmente muito mais do que para qualquer um de vocês, porque hoje à noite os meus filhos...',

Ele limpou as lágrimas dos olhos com as costas das mãos:

- 'Hoje à noite os meus filhos vão ter, realmente, depois de alguns anos...' e ele começou a abrir o pacote...

Nós tínhamos estado prestando tanta atenção no Ernani, enquanto ele falava, que nem havíamos notado a reação do Mauro. Mas agora, todos percebemos a sua aflição quando ele saltou e tentou pegar o pacote das mãos do Ernani. Mas era tarde demais. Ernani já tinha aberto e pacote e estava, agora, examinando cada pedaço de espinha, cada porção de pele e de vísceras, levantando cada rabo de peixe.

Era para ter sido tão engraçado, mas ninguém riu. Todos nós ficamos olhando para baixo. E a pior parte foi quando Ernani, tentando sorrir, falou a mesma coisa que todos nós havíamos dito anteriormente:

- 'Obrigado!'.

Em silêncio, um a um, cada um dos colegas pegou o seu pacote e o colocou na frente do Ernani, porque depois de muitos anos nós havíamos, de repente, entendido quem era realmente o Ernani.

Uma semana depois, a esposa de Ernani faleceu. Cada um de nós, daquele grupo, passou então a ajudar as cinco crianças. Graças ao grande espírito de luta que elas
possuíam, todas progrediram muito: Carlinhos, o mais novo, tornou-se um importante médico. Fernanda, Paula e Luisa montaram o seu próprio e bem-sucedido negócio: elas produzem e vendem doces e salgados para padarias e supermercados. O mais velho, Ernani Júnior, formou-se em Engenharia; sendo que, hoje, é o Diretor Geral da mesma empresa em que eu, Ernani e os nossos colegas trabalhávamos.

Mauro, hoje aposentado, continua fazendo brincadeiras; entretanto, são de um tipo muito diferente:

Ele organizou nove grupos de voluntários que distribuem brinquedos para crianças hospitalizadas e as entretêm com jogos, estórias e outros divertimentos.

Às vezes,
convivemos por muitos anos com uma pessoa, para só então percebermos que mal a conhecemos.

Nunca lhe demos a devida atenção; não demonstramos qualquer interesse pelas coisas dela; ignoramos as suas ansiedades ou os seus problemas.

Como às vezes julgamos as pessoas de modo errado
Como brincamos com pessoas só por prazer de humilhar, não é verdade? Não parece coisa de filme americano?

Nov 1, 2007



Cultura quase de graça!!!

Salvador sedia entre os dias 1 e 10 de novembro a 1ª edição do Festival Nacional de Teatro da Bahia. O Festival reúne diversos grupos e companhias de todo país e traz mais de 50 espetáculos a preços populares (R$ 8,00 e R$ 4,00) e entrada franca. Os espetáculos estão distribuídos em quatro mostras (mostra oficial, mostra da cooperativa, mostra universitária e mostra de teatro amador) e cinco categorias (rua, sala, animação, infanto-juvenil e adulto).
A abertura será no Teatro Castro Alves (TCA), com o sucesso baiano “O Sapato do meu Tio”. O Festival percorre durantes os dez dias os diversos locais de Salvador: os teatros da Sala do Coro, Teatro Vila Velha, Teatro Gamboa, Espaço Xisto Bahia, Teatro Gregório de Mattos, Teatro SESC-Pelourinho; e as praças do Campo Grande, Piedade, Tomé de Souza além do Cruzeiro de São Francisco e ruas do Pelourinho.
O que: I Festival Nacional de Teatro da Bahia
Quando: de 01 a 10 de novembro, às 20h
Quanto: R$ 8,00, R$ 4,00 e entrada franca
(A Tarde On Line )

Apr 1, 2007

“Um dia virá em que só se terá um único pensamento: a educação”
(Nietzsche, F. Fragmento Póstumo, 1875).

Certamente, existem muitos outros meios de um indivíduo encontrar-se a si mesmo, escapar ao atordoamento no qual se move habitualmente como se estivesse no interior de uma nuvem escura e de ser ele mesmo, mas não conheço outro melhor que o de se lembrar de seus mestres e educadores. (Nietzsche)

Ninguém pode construir em teu lugar as pontes que precisarás passar para atravessar o rio da vida, ninguém exceto tu, somente tu. Existem, por certo inúmeras veredas, e pontes, e semideuses que se oferecerão para levar-te do outro lado do rio; mas isso te custaria a tua própria pessoa: tu te hipotecarias e te perderias. Existe no mundo um único caminho, por onde só tu podes passar. Para onde leva? Não perguntes, segue-o. (Nietzsche, 1974, P. 89)

Hoje estava lendo fragmentos da obra de Netzsche... Refletindo sobre a educação, sobre os educadores. Será que é tão difícil entender que a educação é a base se tudo?? Fazer cada um pensar por si....APRENDER A PENSAR...a SER CRÍTICO, REFLEXIVO... Tá faltando vontade de aprender, vontade de ensinar, de trocar... Não podemos trancar a sete chaves o que aprendemos, afinal o verdadeiro conhecimento só é sábio quando dividido com os outros. O imortal Paulo Freire já dizia: "quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender". Ai...A cada dia eu tenho mais certeza do que sou, do que quero continuar sendo: EDUCADORA!!!!

Mar 11, 2007

Mulheres
Elas sorriem quando querem gritar.
Elas cantam quando querem chorar.
Elas choram quando estão felizes.
E riem quando estão nervosas.
Elas brigam por aquilo que acreditam.
Elas levantam-se para injustiça.
Elas não levam "não" como resposta quando
acreditam que existe melhor solução.
Elas andam sem novos sapatos para
suas crianças poder tê-los.
Elas vão ao medico com uma amiga assustada.
Elas amam incondicionalmente.
Elas choram quando suas crianças adoecem
e se alegram quando suas crianças ganham prêmios.
Elas ficam contentes quando ouvem sobre
um aniversário ou um novo casamento.
(Pablo Neruda)

Feb 19, 2007


Mensagens de Paulo Coelho sempre nos remetem à reflexão... O saber falar, ouvir, emitir crítica me chamam a atenção. Tenho a certeza que estou no caminho certo, no caminho da aprendizagem. Mensagens como esta só me acrescentam...Leia e reflita!

A arma mais poderosa


De todas as poderosas armas de destruição que o homem foi capaz de inventar, a mais terrível - e a mais covarde - é a palavra.Punhais e armas de fogo deixam vestígios de sangue. Bombas abalam edifícios e ruas. Venenos terminam sendo detectados.Diz o mestre:A palavra consegue destruir sem pistas. Crianças são condicionadas durante anos pelos pais, homens são impiedosamente criticados, mulheres são sistematicamente massacradas por comentários de seus maridos. Fiéis são mantidos longe da religião por aqueles que se julgam capazes de interpretar a voz de Deus.Procure ver se você está utilizando esta arma. Procure ver se estão utilizando esta arma contra você. E não permita nenhuma destas duas coisas.

Feb 7, 2007

AVALIAÇÃO: UM PARADIGMA A EMERGIR

Jane Glady Ribeiro Duque[1]
Moema Duque Soares[2]


RESUMO

Neste artigo pretende-se analisar no procedimento de avaliação visto que esta é u,a ação excludente, classificatória, que julga e não determina nem avalia o aprendizado. Enfatiza teoricamente a avaliação no processo ensino aprendizagem de acordo com as concepções pedagógicas e os diversos meios de avaliar, tendo como, tendo como alicerce metodológico pesquisas bibliográficas. Igualmente procura-se estabelecer relações entre exame e avaliação da aprendizagem remetendo a reflexão acerca do questionamento: é possível mudar a maneira atual e tradicional de avaliar? Tem como finalidade abordar as ferramentas educacionais da avaliação explanando cada uma delas de forma objetiva, oferecendo um respaldo teórico ao leitor. Resgata-se a literatura de teóricos respeitados na área educacional, evidenciando assim, a trajetória da educação junto aos mecanismos da avaliação. Por fim, analisa-se a contribuição da avaliação seja como exame escolar ou como avaliação da aprendizagem, focalizando a ação do educador.


Palavras-chave: avaliação; aprendizagem; concepções pedagógicas; exame; avaliação da aprendizagem.


INTRODUÇÃO

Este artigo faz uma abordagem teórica sobre a avaliação no processo ensino-aprendizagem. Inicialmente evidencia-se a trajetória da educação (citando as concepções pedagógicas) caracterizando respectivamente as ferramentas avaliativas usadas. Justifica-se tal abordagem buscando-se excelência na avaliação dos aprendentes realizada pelos educadores dos cursos de graduação, neste sentido “[...] não estamos acostumados a ver a avaliação como incentivo à aprendizagem e sim como identificadora de resultados obtidos” (MASSETTO, 2003, p. 149). Com base nestas observações surge um questionamento: é possível mudar a maneira atual e tradicional de avaliar?

Evidencia-se a complexidade da avaliação quanto ao processo de ensino-aprendizagem. Deste modo o objetivo do artigo é fazer uma reflexão e análise com referência ao processo avaliativo através de pontuação tendo como características, educação: um passado ainda presente; um meio de transformação social; uma tortura medieval? a práxis pedagógica; a avaliação e suas implicações no ensino superior; avaliação da aprendizagem x exame, elencado na abordagem de Luckesi (2002 e 2003), investigando os dois processos, focalizando suas características e relevância para o processo educacional.

Busca-se uma avaliação de qualidade que compreenda o sujeito como um ser integral[3] que está inserido no processo educativo. Com a intenção de proporcionar reflexões, e impulsionar mudanças no âmbito educacional, propõem-se pesquisar empiricamente a respeito deste assunto que é tão polêmico e complexo.

De acordo com Gil (2002, p. 44) “Os livros constituem as fontes bibliográficas por excelência” este artigo cientifico tem como alicerce metodológico pesquisas bibliográficas publicadas em livros, revistas, artigos científicos, bem como as eletrônicas, que contribuíram para o embasamento do problema proposto. Este não será apenas mais um trabalho de conclusão de curso, e sim uma produção acadêmica de cunho pesquisador, que servirá de referencial teórico aos profissionais da área educacional.


EDUCAÇÃO: UM PASSADO AINDA PRESENTE

O século XXI chegou trazendo algumas transformações para o campo educacional. O ensino tradicional enfraqueceu deixando professores sem norte em suas práticas (GADOTTI, 2005). A educação deixou de ser apenas transmissão de conhecimento. Atualmente os professores ensinam e aprendem com os alunos, como expressa Freire (2001, p. 25), “Quem ensina aprende ao ensinar e quem aprende ensina ao aprender”. A concepção interacionista ganhou espaço no sistema educativo brasileiro, e um dos pontos que chamam a atenção é a avaliação.
Não apenas os métodos sofreram alterações no sistema brasileiro de ensino. A verdade é que com tantas transformações no segmento cultural, social, político e econômico do país, restou para a educação o desafio de tentar sistematizar e resolver os problemas do século. Esta passou a ser vista como um dos recursos essenciais capazes de reestruturar o mundo. Devido a esse fato, as instituições vêm desempenhando seu papel de forma a aceitar as inovações trazidas pelas concepções mais atuais de ensino.

De acordo a abordagem de Luckesi (2002) a aprendizagem passou a ser vista com mais interesse pelo professor desde que o aluno passou a ser o centro do processo educacional. Entende-se que a avaliação da aprendizagem é possível e que deve ser realizada mediante o compromisso do professor com o ensino e com a aprendizagem do seu alunado.

A educação como transmissão de conhecimento e vista como uma prática mecânica era incapaz de oferecer subsídios para mudanças sociais. O sistema social de ensino acontecia sem ater-se às necessidades dos aprendentes. Evidências demonstram que quanto maior os níveis de educação, maiores são as chances de elevação do cidadão. A educação é um dos veículos de transformação social, pois na medida em que o indivíduo se desenvolve, conseqüentemente ele evolui e se revela para a sociedade na qual se encontra inserido, não como uma caixa fechada, mas, como um presente que transborda sabedoria para um bem global.


EDUCAÇÃO: UM MEIO DE TRANSFORMAÇÃO SOCIAL

A inquietação quanto ao processo de avaliação deve-se ao fato de perceber-se que com o desenvolvimento, a sociedade carece de atenção e zelo quanto ao ato de avaliar.

Aquino (1996, p. 39) pergunta: “Qual o papel da escola?”. É abordado que a escola tem a função de atender as necessidades preparando o cidadão para o convívio em sociedade. É necessário ir além. As instituições de ensino têm como finalidade mediar a educação que cada um já traz do seu convívio social fazendo com que o aluno amplie seus conhecimentos, desenvolva as habilidades e competências que são intrínsecos ao ser humano. Cabe, portanto ao educador conhecer a essência e potencialidade dos aprendentes, para que possa de fato efetivar um trabalho pedagógico que seja favorável.

Segundo Abramowicz apud Pellegrini (2001, p. 23) “a maneira como uma escola avalia é o reflexo da educação que ela valoriza”. Necessário se faz valorizar o aprendizado e evolução efetiva do aprendente.

Sabe-se que a educação contribui para a transformação da realidade de uma sociedade. Nela, educadores e educandos são sujeitos do processo, que ocorre através do aprendizado solidificado mediante a troca de saberes.

Educar é construir, é libertar o homem do determinismo, passando a reconhecer o papel da História e onde a questão da identidade cultural, tanto em sua dimensão individual, como em relação à classe dos educandos, é essencial a prática pedagógica proposta. (FREIRE, 2000, p. 46).

O processo de educar será inoperante se não for respeitada a identidade, autonomia, sem levar em conta as experiências vividas pelos educandos antes de chegar à escola.

A educação é ideológica, por ser formadora de idéias, valores, opiniões, crenças, por estabelecer a verdadeira comunicação de aprendizagem entre seres constituídos de desejos e sentimentos.

É neste sentido que o ensinar não é transferir conhecimento, conteúdos nem formar é a ação pela qual um sujeito criador dá forma, estilo ou alma a um corpo indeciso e acomodado. Não há docência sem discência, as duas se explicam e seus sujeitos, apesar das diferenças que os conotam, não se reduzem à condição de objeto, um do outro. (FREIRE, 2001, p. 25).

A educação é o instrumento mais viável para a efetivação do exercício de cidadania, que se apreendido, sem dúvida torna-se um estado de espírito e enraíza-se. É um processo através do qual a pessoa resignifica conhecimentos gerais, científicos, artísticos, técnicos ou especializados. Por meio da educação a pessoa não só amplia e troca conhecimentos, mas procedimentos e atitudes necessárias para o engrandecimento do ser humano.

Educadores e educandos se arquivam na medida em que, nesta distorcida visão da educação, não há criatividade, não há transformação, não há saber. Só existe saber na inovação, na reinvenção, na busca inquieta, impaciente, permanente, que os homens fazem no mundo, com o mundo e com os outros. (FREIRE, 2000, p. 66).

Há diversos instrumentos para analisar o desempenho do aluno, paralelamente o do professor, e fazer com que todos integrem o processo de ensino-aprendizagem. Neste contexto aborda-se a avaliação como sendo uma ferramenta educacional que promove a ação e a reflexão dos indivíduos inseridos nesta prática.


AVALIAÇÃO: TORTURA MEDIEVAL?


A avaliação que durante anos foi uma ameaça autoritária para a prática educativa está mudando, porém continua sendo um dos entraves da educação. Cada autor/professor defende suas idéias, teses, embasados na concepção de ensino que adotam.

A avaliação deve servir para aumentar a confiança do aluno em sua própria capacidade. A avaliação é um meio, um instrumento que deve servir como ponto de referência para o aluno, para que saiba em que direção está avançando. (PILETTI, 2003, p.168).

É preciso que a avaliação sirva para que todos possam ter experiências de sucesso, para orientar os professores sobre as dificuldades, os aspectos positivos e as necessidades de cada um, não para comparar os alunos entre si de acordo com um critério único, criando competição, inveja e frustração, mas para auxiliar na evolução.

O que pode-se perceber claramente é que tal como afirma Perrenoud (1999, p.9) “A avaliação não é uma tortura medieval”, nem uma ação mecânica do professor, muito menos um acerto de contas.
A avaliação [...] vem sendo considerada um ato penoso de julgamentos de resultados. Essa concepção, consciente ou inconsciente, transformou-se e sedimentou-se numa prática coletiva angustiante, embora exercida pela maioria. [...] Reduzem a avaliação a uma prática de registro de resultados acerca do desempenho do aluno em um determinado período. (HOFFMANN, 2001, p. 27).

Avaliar deveria se constituir em momento reflexivo. Por outro lado, a avaliação, inegavelmente, funciona como uma ferramenta que viabiliza a exclusão, utilizando a nota como um instrumento de poder na relação professor/aluno, com função meramente burocrática e que não reflete o processo de aprendizagem ocorrido. O ato de mencionar uma nota como forma de certificar se houve aprendizagem por parte do aluno, priva também a avaliação da mediação do professor, pois uma vez que houve falhas no processo ensino aprendizagem este também é responsável.

[...] a nota é tão valorizada nas escolas que cria trauma, medos, e até sintomas físicos, como tremedeira, transpiração excessiva, diarréias, etc. É evidente que o pavor de tirar nota baixa, o medo diante de uma prova prejudicam a aprendizagem e o rendimento do aluno. Se as notas não podem ser abolidas, como seria desejável, sua importância deve ser reduzida ao mínimo indispensável, de forma que não interfiram negativamente na aprendizagem, sem qualquer proveito para o aluno. (PILETTI, 2003, p. 163).

O objetivo da avaliação, sob o enfoque tradicional, é meramente verificar se os objetivos foram atingidos e se houve a aprendizagem dos conteúdos trabalhados. Há uma preocupação única com a avaliação da área cognitiva, ignorando-se por completo as áreas afetivas e motoras. Este tipo de avaliação caracteriza-se por um período de apresentação de um conteúdo, por parte do professor, e logo a seguir a aplicação de uma prova, referente a este conteúdo trabalhado, a fim de obter uma classificação, medição do conceito aprendido naquele momento. (LUCKESI, 2002; PERRONOUD, 1999).

Hoffmann (2001) enriquece esta abordagem citando que:

Parece-me necessário desestabilizar práticas rotineiras e automatizadas a partir de uma tomada de consciência coletiva sobre o significado dessa prática e esse é um desafio que se tem a enfrentar! O maior dentre os desafios é ampliar-se o universo dos educadores preocupados com o “fenômeno avaliação”, estender-se a discussão do interior das escolas a sociedade, pois [...] temos o compromisso de construir outra história para as futuras gerações, descaracterizada da feição autoritária que ainda reveste, em busca de uma ação libertadora. (p. 25).

Assim como para Hoffmann (2001) há uma “feição autoritária” e uma “ação libertadora” Vasconcelos (2000) afirma a existência das perspectivas antagônica: integradora e excludente.

Outro teórico estudioso deste tema, Perrenoud (1999), também defende a concernência de duas lógicas da avaliação: a formativa (de caráter qualitativo) e a seleção (de caráter quantitativo).

A avaliação formativa tem como função ajudar o aluno a aprender e a progredir rumo aos objetivos propostos, avaliar o aprendizado através de diagnósticos, verificando o que o aluno sabia antes, e o que apreendeu naquela aula e as dificuldades encontradas. O que prevalece neste tipo de avaliação é o processo de aprendizagem, o crescimento e desenvolvimento do aluno em relação a si e aos objetivos propostos para a aprendizagem acontecer de fato. De acordo a abordagem de Hadji (2001) a mudança da forma de avaliar tradicional para a formativa acontece quando o professor passa a ver o aluno como um indivíduo que aprende de forma contínua, considerando todo o processo de aquisição do conhecimento, ou seja, do início como ele estava, o que sabia (conhecimento prévios) finalizando com o que ele acrescentou no seu saber.

A esse respeito cita-se os três passos do processo de avaliar sob a ótica de Luckesi apud Gentilde; Andrade (2001, p. 16):

1. Conhecer o nível de desempenho do aluno (constatação da realidade);
2. Comparar essa informação com aquilo que é considerado importante no processo educativo (qualificação);
3. Tomar as decisões que possibilitem atingir os resultados esperados.

Assim sendo, os critérios para a avaliação devem ser bem definidos, levando em consideração o que foi ensinado, não deixando de lado a realidade do aprendizado e desempenho do aluno e da turma.

Gardier apud Kalinke (1999, p. 135), define avaliação como:

[...] a obtenção de informações sobre as capacidades e potenciais dos indivíduos, com o duplo objetivo de proporcionar um “feedback” útil aos indivíduos e informações proveitosas para a comunidade circundante.

Dentre os referidos teóricos optou-se por aprofundar os estudos na concepção de Luckesi (2003), por esta evidenciar uma abordagem voltada muito mais para a reflexão do que simplesmente pela distinção de “tipos” de avaliação. Luckesi (2003) enfoca que o problema educação não é a avaliação e sim a aprendizagem: “Aprovação é conseqüência da aprendizagem, por isso, o que nós temos que buscar é a aprendizagem e é para isso que serve o processo avaliativo” (p. 22).


PRÁXIS PEDAGÓGICA

Os indivíduos têm ritmos diferentes e essas particularidades devem ser respeitadas pelas instituições. Prova traumatiza podendo comprometer o desempenho do aprendente. Lembra-se mais dos professores que ajudam no crescimento, desenvolvimento sem repressão, pelo modo de interagir, mediar as informações, e constata-se que os mais lembrados são os que de fato se empenharam para que o aprendizado ocorresse.

A sala de aula assemelha-se a um útero materno, é o lugar onde cada ser humano, na sua prática escolar, deve ser recebido para, num tempo, processar passos de seu desenvolvimento. Esse espaço necessita de ser acolhedor, nutridor; e o tempo necessita de ser o tempo necessário para que esse desenvolvimento se dê. (LUCKESI, 2003, p. 63).

Interesse, dificuldade ou facilidade em determinadas disciplinas estão diretamente relacionados ao perfil e à conduta do professor responsável por aquela área do saber. Outra questão é se o professor foi capaz de possibilitar ou obstruir o aprendizado e de deixar marcas profundas na performance intelectual de cada aprendente. Os efeitos do período escolar dependerão do incentivo do professor e da práxis utilizada por ele. Qualquer trabalho desenvolvido deixa marcas no indivíduo.

O ensino não se resolve com um único olhar: exige constantes balanços críticos dos conhecimentos produzidos no seu campo (as técnicas, os métodos, as teorias), para deles se apropriar. (PIMENTA; ANASTASIOU, 2002, p. 204).

Por outro lado, percebe-se que infelizmente ainda há um enorme abismo entre a teoria e a prática. Precisa-se transformar as palavras em ação. Isso é o suficiente, pois vontade de mudar já existe. O que falta é ação no educar e atitude por parte do educador.

Masetto (2003) envolvendo alguns dos elementos necessários à práxis pedagógica enfoca que:

O processo de avaliação está integrado ao processo de aprendizagem. Este resulta da inter-relação de, pelo menos, três elementos: o aluno que procura adquirir aprendizagens; o professor, cujo papel é o de colaborar para que o aluno consiga seu intento; e um plano de atividades que apresente condições básicas e suficientes, que, sendo realizados, permitam ao aprendiz atingir seu objetivo. (p.150-151).

O educador do século XXI não deve compactuar com uma prática defasada que faça continuar o mesmo modelo de avaliação de quatro séculos. Que o próximo século registre uma história diferente. Caso não apresente um modelo “novo” de avaliação, que ao menos traga um modelo emergente. (GADOTTI, 2005).

Como o ensino universitário apresenta exigências de caráter legal quanto à assiduidade e conceitos quantitativos (notas), ao professor poucas vezes é concedida a chance de criar ou experimentar outras formas de avaliação. Porém, a avaliação deve ser a ponte que leva ao resultado da aprendizagem sem, contudo ser necessário aplicar um conceito de medida.

AVALIAÇÃO E SUAS IMPLICAÇÕES NO ENSINO SUPERIOR

A avaliação da aprendizagem é, sem dúvida, um dos assuntos mais abordados da prática educativa. Seja no ensino superior ou em qualquer outro segmento educacional, familiar, profissional. O ato de avaliar é discutido por ser visto como um dos aspectos mais importantes do trabalho pedagógico. Avaliar ou ser avaliado desperta questionamentos relevantes ao processo de aprendizagem: o que avaliar? Como avaliar? Quem avaliar? De que forma avaliar? Qual instrumento ou técnica utilizar para avaliar? Como serei avaliado? (KALINKE, 1999).

A clareza quanto aos objetivos a serem alcançados e como serão avaliados é de fundamental importância para alunos e professor, para lhes oferecer segurança quanto ao comportamento de ambos: o aluno sabendo onde deverá chegar e que passos deverá percorrer para isso; o professor sabendo quais as aprendizagens a serem obtidas pelo aluno e por meio de que referências poderá perceber se de fato foram ou não atingidas. (MASETTO, 2003, p. 156)

No cenário da educação superior as práticas avaliativas ainda não estão tão diferenciadas do que está posto nas teorias tradicionais. Embora avaliação seja um tema bastante abordado, este fica restrito a teoria, pois na prática a realidade é outra, percebe-se a necessidade de valorizar:

[...] as atividades que se realizam durante o período letivo, e as técnicas avaliativas sejam usadas para ajudar o aluno a aprender e não apenas para classifica-lo em situação de aprovação e desaprovação. (MASETTO, 2003, p. 148).

É comum discussões acerca de mudanças de paradigma, por outro lado, isso requer um esforço maior por parte do professor que ao invés de utilizar-se de instrumentos para a verificação da aprendizagem baseado em teste e prova, utilizará as produções e participações dos aprendentes durante todo processo, afinal, “a avaliação não é um momento, no final do processo de aprendizagem” (PILETTI, 2003, p. 162).

A avaliação da aprendizagem deve ser capaz de buscar o que está intrínseco no aluno no sentido de possibilitar seu crescimento como indivíduo e como integrante de uma sociedade, deve apontar para a inclusão do cidadão num ambiente prazeroso que é o do conhecimento apreendido.

Para Masetto (2003, p. 149) o processo de avaliação tem como característica: “estar integrado ao processo de aprendizagem como um elemento de incentivo e motivação para a aprendizagem”.

Avaliar a aprendizagem deveria servir como uma forma de guiar o processo de ensino, desde que realçado o aspecto positivo da avaliação que seria vivenciada pelo universitário como uma experiência que traz ganhos à sua formação. Camargo (1997) acredita que desta forma a avaliação estará favorecendo o desenvolvimento do aluno (intelectual e social) o que não seria possível enfatizando os aspectos negativos.

Quando a avaliação passa a ser um fato ameaçador, classificatório, de medição se perde no sentido de se ter prazer em aprender. No ensino superior é sinônimo de uma convivência tumultuada entre experiências tradicionais de ordem classificatória e tendências de procedimentos renovadores. De forma geral, os docentes têm dificuldades em serem coerentes quanto ao tipo de avaliação e o aluno torna-se um interlocutor passivo nessa relação conflituosa que se estabelece quanto ao tipo avaliação ao qual é submetido. Sendo assim, questiona-se quais as maneiras de avaliar para a valorização e evolução do aprendizado?

AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM X EXAME

O papel da avaliação da aprendizagem é o de auxiliar na construção da aprendizagem propriamente dita. A esse respeito Luckesi (2002) contempla que a avaliação da aprendizagem não deve ser restringida a um exame, e para isso evidencia as principais divergências entre estes:

O exame julga, aprova, reprova, seleciona; a avaliação da aprendizagem vai diagnosticar para atuar na zona que necessita de apoio, ela é dinâmica e inclusiva, se preocupa com o antes, durante e depois. O aluno é um ser em desenvolvimento contínuo, o que interessa é a aprendizagem. O exame pontua, mede o resultado, observa a condição do aluno naquele instante, se ele apreende depois não serve mais e para a avaliação os resultados são provisórios, avalia-se processualmente à medida que o aprendizado vai acontecendo e o aluno se desenvolvendo, observa-se toda a atuação do aluno.

O exame é classificatório, e a avaliação é dinâmica busca o aprendizado. O exame é seletivo, excludente e a avaliação é inclusiva, ela se preocupa com o desenvolvimento do ser dentro do seu processo. O exame é estático, seu nível de aprendizado é definitivo a avaliação se adapta ao aprendizado do aluno, tem uma prática autoritária enquanto a avaliação uma prática dialógica, na qual trocam-se idéias, opiniões, conceitos, com vista à solução de problemas, ao entendimento à comunicação. Portanto entre examinar e avaliar existe características básicas.

Tomando esses dois blocos de características, facilmente percebemos que hoje, na escola, no que se refere a acompanhamento da aprendizagem dos educandos, agimos mais de forma pontual, a partir de desempenho final, classificatória, seletiva e autoritária do que não-pontual, a partir de desempenho provisório, diagnóstica, inclusiva e democrática, o que quer dizer que mais examinamos do que avaliamos. (LUCKESI, 2002, p. 30).

Deste modo a avaliação da aprendizagem visa a autonomia, enquanto o exame prega o autoritarismo. Seguindo a linha de avaliação da aprendizagem, fica explícito que o conceito perde valor, as médias aritméticas deixam de existir e o aprendizado contínuo do aluno ganha espaço. Avaliar é um ato amoroso como aborda Luckesi (2002) e complementa que:

Deste modo, o educador é aquele que acolhe, nutre, sustenta e confronta o educando, tendo em vista oferecer-lhe condições para que construa e siga seu caminho com criatividade e independência. (p. 66).

Partindo desses pressupostos, o educador que tem uma prática voltada à aprendizagem do aluno não utiliza-se do exame e sim da avaliação da aprendizagem, por entender que esta favorece de forma positiva o crescimento do aluno. Como afirma Luckesi (2003, p. 24) “Não é a avaliação que determina a pedagogia, mas sim a pedagogia que configura a avaliação”. A avaliação é um ato indissociável da prática educativa, por este motivo deve-se ter a preocupação em conhecer um pouco mais a seu respeito, os recursos avaliativos que podem ser utilizados, para que não se avalie simplesmente com base em teste e prova, que são recursos mais usados nos exames escolares.

A avaliação da aprendizagem não é e não pode continuar, equivocadamente, sendo a tirana da prática educativa, que ameaça e submete a todos. Basta de confundir avaliação da aprendizagem com exames. A avaliação da aprendizagem, por ser avaliação, é amorosa, inclusiva, dinâmica e construtiva; diversa dos exames, que não são amorosos, mas que são classificatórios, seletivos, excludentes. A avaliação inclui, traz para dentro; os exames selecionam, excluem, marginalizam. (LUCKESI, 2003, p. 31).

Julgar, aprovar e reprovar não deve ser o objetivo da avaliação, mesmo por que isto remete a entender a avaliação e também a aprendizagem como um processo estático: o que não é verdade. De acordo a ótica de Luckesi (2003, p. 28) “a avaliação da aprendizagem no ensino não será um ato pedagógico isolado, mas sim um ato integrado com todas as outras atividades pedagógicas”. Deste modo, avaliação da aprendizagem tem como alicerce as práticas construtivas que vêem o ser humano como um ser em constante evolução, crescimento, desenvolvimento, aprendizagem, enfim, um ser em construção.

A prática da avaliação da aprendizagem, em seu sentido pleno, só será possível na medida em que se estiver efetivamente interessado na aprendizagem do educando, ou seja, há que se estar interessado em que o educando aprenda aquilo que está sendo ensinado. (LUCKESI, 2002, p. 99).

Portanto, a avaliação da aprendizagem precisa ser coerente, servindo de ponte entre o aprendizado, o professor e o aluno, alinhando a edificação de indivíduos capazes de alcançar o objetivo neste processo.


CONSIDERAÇÕES FINAIS


O discurso é bonito, a atuação deixa a desejar; é fácil pensar, refletir, falar, debater, difícil é agir. Para fazer, precisa ter conhecimento e para mudar é necessário saber como e o que mudar. Nada se transforma sem ação. A forma de avaliar atualmente considerada como um dos instrumentos de que se dispõem, traz males que não estão sendo analisados. Na tentativa de transformar esse processo urge a necessidade da sensibilização para que haja uma mobilização estimulando e fortalecendo a consciência crítica sobre a problemática que a avaliação causa aos alunos.

Um período de aprendizagem não é um fim em si mesmo, mas uma forma de fazer aprender melhor e batalhar para que o fracasso escolar e as desigualdades sejam superados. A explicação sobre as causas da não aprendizagem e do fracasso escolar se encontra exatamente na prática pedagógica que não dá conta de atender à diversidade. O ensino assim, como conseqüentemente a avaliação não deve acontecer de forma a considerar uma classe de alunos como homogênea. Cada indivíduo aprende de uma maneira, tem um tempo particular e sendo assim, um tempo para ser avaliado (considerando a avaliação como processual).

O sistema educacional deve enfatizar uma nova proposta pedagógica, com estratégias inovadoras para lidar com problemas não resolvidos, aprender com experiências, compartilhar saberes e solucionar a problematização da avaliação autoritária e tradicionalista, baseado na melhoria da qualidade da educação, dando ênfase a um processo em busca da construção do conhecimento.

Espera-se muito em breve uma reflexão sobre avaliação com um processo de diálogo interativo visando fazer do indivíduo um ser melhor, mais autônomo, mais participativo, mais crítico, mais criativo, uma avaliação que leve a ação transformadora, não esquecendo da promoção social, de coletividade e da humanização.

É fundamental que se pense o processo avaliativo de forma mais global, caminhando para uma avaliação que conte com a participação de todos os envolvidos, de forma diferente e em diferentes momentos.

REFERÊNCIAS


AQUINO, Júlio Groppa. Indisciplina na escola: alternativas teóricas e práticas. São Paulo: Summus, 1996.

CAMARGO, Alzira Leite Carvalhais. O discurso sobre a avaliação escolar do ponto de vista do aluno. Revista da Faculdade de Educação do Rio de Janeiro, n. 15, fev. 1997.

FREIRE, Paulo. Pedagogia do oprimido. 29. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2000.

___________. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Paz e Terra, 18. ed. São Paulo, 2001.

GADOTTI, Moacir. Boniteza de um sonho: ensinar e aprender. São Paulo: Positivo. 2005.

GALVÃO, Izabel. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis, Rio de Janeiro: Vozes, 1995.

GENTILDE, Paola; ANDRADE, Cristiana. Avaliação nota 10. A Revista do Professor Nova Escola. São Paulo: Abril, ano XVI, n. 147, p. 15-21, nov. 2001.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2002.

HADJI, Charles. Avaliação desmistificada. Porto Alegre: Artes Médicas, 2001.

HOFFMANN, Jussara Maria LERCH. Avaliação: mito e desafio: uma perspectiva construtivista. 30. ed. Porto Alegre: Medição, 2001.

KALINKE, Marco Aurélio. Para não ser um professor do século passado. Curitiba: Expoente, 1999.

LUCKESI, Cipriano Carlos. Avaliação da aprendizagem escolar. 14. ed. São Paulo: Cortez, 2002.

______________. A avaliação da aprendizagem na escola: reelaborando conceitos e recriando a prática.Salvador: Malabares Comunicação e Eventos, 2003.

MASETTO, Marcos Tarciso. Competências pedagógicas do professor universitário. São Paulo: Sammus, 2003.

PELLEGRINI, Denise. Fala, Mestre: um reflexo fiel da escola. A Revista do Professor Nova Escola. São Paulo: Abril, ano XVI, n. 147, p. 23-25, nov. 2001.

PERRENOUD, Philippe. Pedagogia diferenciada: das intenções à ação. Trad. Patrícia Chittoni Ramos. Porto alegre: Artes Médicas Sul, 2000.

______________ . Avaliação: da excelência à regulação das aprendizagens – entre duas lógicas. Porto Alegre: Artes Médicas Sul, 1999.

PILETTI, Nelson. Psicologia educacional. 17. ed. São Paulo: Ática, 2003.

PIMENTA, Selma Garrido; ANASTASIOU, Lea das Graças Camargo. Docência no ensino superior. São Paulo: Cortez, 2002. (Coleção Docência em Formação).

VASCONCELOS, Celso dos Santos. Avaliação: superação da lógica classificatória e excludente. 4. ed. São Paulo: Libertad, 1998.

VEIGA, Ilma P. Alencastro (Org). Didática: o ensino e suas relações. 9. ed. Campinas,SP: Papirus, 1996.

[1] Graduada em Administração Geral pela Faculdade UNIBAHIA

[2] Graduada em Normal Superior- Educação Infantil pelas Faculdades Jorge Amado
[3] Conceito baseado na teoria de Wallon: o desenvolvimento do indivíduo entendido de forma integrada, levando em conta os aspectos cognitivo, afetivo e motor (GALVÃO, 1995).

Jan 24, 2007

Paulo Coelho é um escritor que respeito muito pelo simples fato que o considero culto o bastante p/ escrever sobre qualquer tema (tudo mesmo). Li um texto que deixei p/ postar aqui no blog qdo realmente eu tivesse certeza que a autoria é dele. Apenas hoje consegui encontrar 3 sites que afirmam este fato. Eis que agora posto pra vocês. Para os que ainda não gostam da escrita de P Coelho, deixo aqui uma dose homeopática; a 1ª gota que certamente vai ser capaz de transformar (mudar) seus conceitos.



Vejam abaixo o texto de Paulo Coelho que foi publicado hoje em Francês no site do jornal "Le monde". -*-*-*-*

"Obrigado, presidente Bush Obrigado, grande líder George W. Bush. Obrigado por mostrar a todos o perigo que Saddam Hussein representa. Talvez muitos de nós tivéssemos esquecido de que ele utilizou armas químicas contra seu povo, contra os curdos, contra os iranianos. Hussein é um ditador sanguinário, uma das mais claras expressões do mal hoje. Entretanto essa não é a única razão pela qual estou lhe agradecendo. Nos dois primeiros meses de 2003, o sr. foi capaz de mostrar muitas coisas importantes ao mundo, e por isso merece minha gratidão. Assim, recordando um poema que aprendi na infância, quero lhe dizer obrigado. Obrigado por mostrar a todos que o povo turco e seu Parlamento não estão à venda, nem por 26 bilhões de dólares. Obrigado por revelar ao mundo o gigantesco abismo que existe entre a decisão dos governantes e os desejos do povo. Por deixar claro que tanto José María Aznar como Tony Blair não dão a mínima importância e não têm nenhum respeito pelos votos que receberam. Aznar é capaz de ignorar que 90% dos espanhóis estão contra a guerra, e Blair não se importa com a maior manifestação pública na Inglaterra nestes 30 anos mais recentes. Obrigado porque sua perseverança forçou Blair a ir ao Parlamento com um dossiê falsificado, escrito por um estudante há dez anos, e apresentar isso como "provas contundentes recolhidas pelo serviço secreto britânico". Obrigado por fazer com que Colin Powell se expusesse ao ridículo, mostrando ao Conselho de Segurança da ONU algumas fotos que, uma semana depois, foram publicamente contestadas por Hans Blix, o inspetor responsável pelo desarmamento do Iraque. Obrigado porque sua posição fez com que o ministro de Relações Exteriores da França, sr. Dominique de Villepin, em seu discurso contra a guerra, tivesse a honra de ser aplaudido no plenário, honra que, pelo que eu saiba, só tinha acontecido uma vez na história da ONU, por ocasião de um discurso de Nelson Mandela. Obrigado porque, graças aos seus esforços pela guerra, pela primeira vez as nações árabes, geralmente divididas, foram unânimes em condenar uma invasão, durante encontro no Cairo. Obrigado porque, graças à sua retórica afirmando que "a ONU tem uma chance de mostrar sua relevância", mesmo países mais relutantes terminaram tomando posição contra um ataque. Obrigado por sua política exterior ter feito o ministro de Relações Exteriores da Inglaterra, Jack Straw, declarar em pleno século 21 que "uma guerra pode ter justificativas morais" e, ao declarar isso, perder toda a credibilidade. Obrigado por tentar dividir uma Europa que luta pela sua unificação; isso foi um alerta que não será ignorado. Obrigado por ter conseguido o que poucos conseguiram neste século: unir milhões de pessoas, em todos os continentes, lutando pela mesma idéia, embora essa idéia seja oposta à sua. Obrigado por nos fazer de novo sentir que, mesmo que nossas palavras não sejam ouvidas, elas pelo menos são pronunciadas, e isso nos dará mais força no futuro. Obrigado por nos ignorar, por marginalizar todos aqueles que tomaram uma atitude contra sua decisão, pois é dos excluídos o futuro da Terra. Obrigado porque, sem o sr., não teríamos conhecido nossa capacidade de mobilização. Talvez ela não sirva para nada no presente, mas será útil mais adiante. Agora que os tambores da guerra parecem soar de maneira irreversível, quero fazer minhas as palavras de um antigo rei europeu a um invasor: "Que sua manhã seja linda, que o sol brilhe nas armaduras de seus soldados, porque durante a tarde eu o derrotarei". Obrigado por permitir a todos nós, um exército de anônimos que passeiam pelas ruas tentando parar um processo já em marcha, tomarmos conhecimento do que é a sensação de impotência, aprendermos a lidar com ela e a transformá-la. Portanto, aproveite sua manhã e o que ela ainda pode trazer de glória. Obrigado porque não nos escutastes e não nos levaste a sério. Pois saiba que nós o escutamos e não esqueceremos suas palavras. Obrigado, grande líder George W. Bush. Muito obrigado. "
Paulo Coelho

Jan 14, 2007



ABORTO: O QUE VC PENSA SOBRE??

Olho para uma criança e penso como pode um ser humano ser capaz de tirar uma vida? Amo crianças e deixando hipocrisias de lado, ABORTAR OU NÃO ABORTAR , não seria esta a questão! Que sexo faz parte da vida de todo pobre mortal, que transar é muito bom, isso todos sabem...Mas pq será q não lembram que durante esse ato tão gostoso, cheio de prazer, de êxtase, uma criança pode ser gerada?? A solução é simples...E está à venda nas farmácias e, inclusive nos mercados: CAMISINHA... Esta é uma das enumeras maneiras de evitar uma gravidez indesejada, ou na pior das hipóteses, UM ABORTO. Não ficarei escrevendo coisas do tipo "sou a favor' "sou contra" o aborto. Apenas deixo um texto q li e achei interesante. Independente da religião o ABORTO é um caso deve ser pensado, refletido, pesado. No texto q segue Madre Teresa de Calcutá aborda este tema citando ações q envolve o não aborto. Vale a pena ler....E refletir.
Madre Teresa de Calcutá fala sobre o aborto
Washington, DC, 03/02/1994

(...) Eu sinto que o grande destruidor da paz hoje é o aborto, porque é uma guerra contra a criança, uma matança direta de crianças inocentes, assassinadas pela própria mãe.
E se nós aceitamos que uma mãe pode matar até mesmo seu próprio filho, como é que nós podemos dizer às outras pessoas para não se matarem? Como é que nós persuadimos uma mulher a não fazer o aborto? Como sempre, nós devemos persuadi-la com amor e nós devemos nos lembrar que amor significa estar disposto a doar-se até que machuque. Jesus deu Sua vida por amor de nós. Assim, a mãe que pensa em abortar, deve ser ajudada a amar, ou seja, a doar-se até que machuque seus planos, ou seu tempo livre, para respeitar a vida de seu filho. O pai desta criança, quem quer que ele seja, deve também doar-se até que machuque.
Através do aborto, a mãe não aprende a amar, mas mata seu próprio filho para resolver seus problemas.
E, através do aborto, diz-se ao pai que ele não tem que ter nenhuma responsabilidade pela criança que ele trouxe ao mundo. Este pai provavelmente vai colocar outras mulheres na mesma situação. Logo, o aborto apenas traz mais aborto.
Qualquer país que aceite o aborto não está ensinando o seu povo a amar, mas a usar de qualquer violência para conseguir o que se quer. É por isso que o maior destruidor do amor e da paz é o aborto.
Muitas pessoas são muito, muito preocupadas com as crianças da Índia, com as crianças da África onde muitas delas morrem de fome, etc. Muitas pessoas também são preocupadas com toda a violência nos Estados Unidos. Estas preocupações são muito boas. Mas freqüentemente estas mesmas pessoas não estão preocupadas com os milhões que estão sendo mortos pela decisão deliberada de suas próprias mães. E isto é que é o maior destruidor da paz hoje — o aborto que coloca as pessoas em tal cegueira.
E por causa disto eu apelo na Índia e apelo em todo lugar — “Vamos resgatar a criança.” A criança é o dom de Deus para a família. Cada criança é criada à imagem e semelhança de Deus para grandes coisas — para amar e ser amada. Neste ano da família nós devemos trazer a criança de volta ao centro de nosso cuidado e preocupação. Esta é a única maneira pela qual nosso mundo pode sobreviver porque nossas crianças são a única esperança do futuro. Quando as pessoas mais velhas são chamadas para Deus, somente seus filhos podem tomar seus lugares.
Mas o que Deus diz para nós? Ele diz: “Mesmo se a mãe se esquecer de seu filho, Eu jamais te esquecerei. Eu gravei seu nome na palma de minha mão.” (Is 49). Nós estamos gravados na palma da mão de Deus; aquela criança que ainda não nasceu está gravada na mão de Deus desde a concepção e é chamada por Deus a amar e ser amada, não somente nesta vida, mas para sempre. Deus jamais se esquece de nós.
Eu vou lhe contar uma coisa bonita. Nós estamos lutando contra o aborto pela adoção — tomando conta da mãe e da adoção de seu bebê. Nós temos salvo milhares de vidas. Nós mandamos a mensagem para as clínicas, para os hospitais e estações policiais: “Por favor não destrua a criança, nós ficaremos com ela.” Nós sempre temos alguém para dizer para as mães em dificuldade: “Venha, nós tomaremos conta de você, nós conseguiremos um lar para seu filho”. E nós temos uma enorme demanda de casais que não podem ter um filho — mas eu nunca dou uma criança para um casal que tenha feito algo para não ter um filho. Jesus disse, “Aquele que recebe uma criança em meu nome, a mim recebe.” Ao adotar uma criança, estes casais recebem Jesus mas, ao abortar uma criança, um casal se recusa a receber Jesus.
Por favor não mate a criança. Eu quero a criança. Por favor me dê a criança. Eu estou disposta a aceitar qualquer criança que estiver para ser abortada e dar esta criança a um casal que irá amar a criança e ser amado por ela.
Só de nosso lar de crianças em Calcutá, nós salvamos mais de 3000 crianças do aborto. Estas crianças trouxeram tanto amor e alegria para seus pais adotivos e crescem tão cheias de amor e de alegria.
Eu sei que os casais têm que planejar sua família e para isto existe o planejamento familiar natural.
A forma de planejar a família é o planejamento familiar natural, não a contracepção.
Ao destruir o poder de dar a vida, através da contracepção, um marido ou esposa está fazendo algo para si mesmo. Atrai a atenção para si e assim destrói o dom do amor nele ou nela. Ao amar, o marido e mulher devem voltar a atenção entre si como acontece no planejamento familiar natural, e não para si mesmo, como acontece na contracepção. Uma vez que o amor vivo é destruído pela contracepção, facilmente segue-se o aborto.
Eu sei também que existem enormes problemas no mundo — que muitos esposos não se amam o suficiente para praticar o planejamento familiar natural. Nós não temos condições de resolver todos os problemas do mundo, mas não vamos trazer o pior problema de todos, que é a destruição do amor. E isto é o que acontece quando dizemos `as pessoas para praticarem a contracepção e o aborto.
Os pobres são grandes pessoas. Eles podem nos ensinar tantas coisas belas. Uma vez uma delas veio nos agradecer por ensinar-lhe o planejamento familiar natural e disse: “Vocês que praticam a castidade, vocês são as melhores pessoas para nos ensinar o planejamento familiar natural porque não é nada mais que um autocontrole por amor de um ao outro.” E o que esta pobre pessoa disse é a pura verdade. Estas pessoas pobres talvez não tenham algo para comer, talvez não tenham uma casa para morar, mas eles ainda podem ser ótimas pessoas quando são espiritualmente ricos.
Quando eu tiro uma pessoa da rua, faminto, eu dou-lhe um prato de arroz, um pedaço de pão. Mas uma pessoa que é excluída, que se sente não desejada, mal amada, aterrorizada, a pessoa que foi colocada para fora da sociedade — esta pobreza espiritual é muito mais difícil de vencer. E o aborto, que com freqüência vem da contracepção, faz uma pessoa se tornar pobre espiritualmente, e esta é a pior pobreza e a mais difícil de vencer.
Nós não somos assistentes sociais. Nós podemos estar fazendo trabalho de assistência social aos olhos de algumas pessoas, mas nós devemos ser contemplativas no coração do mundo. Pois estamos tocando no corpo de Cristo e estamos sempre em Sua presença.
Você também deve trazer esta presença de Deus para sua família, pois a família que reza unida, permanece unida.
Existe tanto ódio, tanta miséria, e nós com nossas orações, com nosso sacrifício, estamos começando em casa. O amor começa em casa, e não se trata do quanto nós fazemos, mas quanto amor colocamos naquilo que fazemos.
Se somos contemplativas no coração do mundo com todos os seus problemas, estes problemas jamais podem nos desencorajar. Nós devemos nos lembrar o que Deus fala na Escritura: “Mesmo se a mãe esquecer-se do filho que amamenta — algo impossível, mesmo se ela o esquecesse — Eu não te esqueceria nunca.”
E aqui estou eu falando com vocês. Eu desejo que vocês encontrem os pobres daqui, na sua própria casa primeiro. E comece a amar ali. Seja a boa nova para o seu próprio povo primeiro. E descubra sobre o seu vizinho ao lado. Você sabe quem são eles?
Deus jamais nos esquecerá e sempre existe algo que você e eu podemos fazer. Nós podemos manter a alegria do amor de Jesus em nossos corações, e partilhar esta alegria com todos aqueles de quem nos aproximarmos.
Vamos insistir que — cada criança não seja indesejada, mal amada, mal cuidada, ou morta e jogada fora. E doe-se até que machuque — com um sorriso.
Porque eu falo muito sobre doar-se com um sorriso nos lábios, uma vez um professor dos Estados Unidos me perguntou: “Você é casada?” E eu disse: “Sim, e algumas vezes eu acho difícil sorrir para meu esposo, Jesus, porque Ele pode ser muito exigente — algumas vezes.” Isto é mesmo algo verdadeiro.
E é aí que entra o amor — quando exige de nós, e ainda assim podemos dar com alegria.
Se nos lembrarmos que Deus nos ama, e que nós podemos amar os outros como Ele nos ama, então a América pode se tornar um sinal de paz para o mundo. Daqui deve sair para o mundo, um sinal de cuidado para o mais fraco dos fracos — a futura criança. Se vocês se tornarem uma luz ardente de justiça e paz no mundo, então vocês serão verdadeiramente aquilo pelo qual os fundadores deste país lutaram. Deus vos abençoe!

Fonte: Frente Católica de Combate ao Aborto - http://webtec.cebinet.com.br/fcca/siteFCCA.htm